Oito minutos…

Talvez, sejam oito minutos necessários a perceber a vida de oito meses…
 
A prevalescência de uma pessoa sobre um sonho; perceber ser menos doloroso destruir o sonho a exaurir a presença da pessoa por toda a vida.
 
A incógnita? Qual dor quero sofrer: arriscar-se de perder tudo, ou ter decerto parte em dor, parte em recompensa. O tempo, inimigo descomplacente, incansável e incessante, jamais titubeia a correr de nós, quando na ânsia de pará-lo.
 
Afinal, a vida tem-se toda sua duração para tomar uma decisão. E mesmo sendo seu momento final incerto, não é de modo algum sensato abreviar o que o tempo nos reserva.

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Um Motivo.

Dizem que o amor sincero é aquele no qual você não luta pela sua felicidade, mas sim da pessoa que ama.

Levando em conta isto, talvez eu possa dizer que não te amo, porque não faria de tudo para ver-te feliz. A bem da verdade, quero, sim, ver-te feliz; mais que isso, queria que estivesse feliz a meu lado. Talvez esta seja a falha em dizer que te amo.

De todo modo, penso em você todo dia. Você é peça importante da minha existência; sinto como se, quando não estou perto de você, não tivesse coração, e em verdade não tenho coração. O coração por onde passa meu sangue é seu; o coração que bate mais forte, que palpita quando lhe vê. O coração que falha quando pensa em lhe perder…

Talvez eu não deva dizer que não te amo; só de pensar que poderia eu não te amar, sinto a dor do transpassar de uma espada atravessar meu peito, para retirar o coração que não é meu.

A bem da verdade, eu quero ver-lhe feliz, e faria tudo que pudesse pra isto. Então te amo. Ao mesmo tempo, eu sonho estar ao teu lado sempre, e queria, do fundo do coração que não me pertence, poder estar ao teu lado…

O que lhe peço é simples: tome de volta o coração que lhe pertence; sabe que não vou resistir…