Olhar.

Chega a ser engraçada a linearidade do tempo, tal como conhecemos. Tem horas que o tempo parece curvar-se. E nessas curvas, nossa vida vai-se levada por caminhos diferentes, até desejados, mas por vezes inconcebíveis de seu seguimento.

Momentos são necessários para percebermos defeitos no que nos era perfeito. Por mais que se pense em algo, ainda cometemos erros. E temo cometer erros. Sempre temi. Por isso mesmo meus passos são estreitos, mesmo que o caminho pareça largo o suficiente. Mesmo com passos pequenos, é preciso parar e olhar para trás, olhar novamente para os erros; é claro que os erros ainda são os mesmos, estáticos no passado, mas os olhos sobre eles são outros. A mente é dinâmica, evolui, para bem ou para mal. E o passado é estático, mas não inerte. É uma partícula radioativa largada no espaço.

Sonhar pode doer. E eu não quero sentir dor. Impossível… Mas talvez nesse instante eu esteja mais apegado a sentir dor em não sonhar a sentir dores por meus sonhos.

Agora, meus olhos estão fechados. Mas olhos fechados enxergam. Olho para o universo paralelo de minha mente; sabe-se lá para onde me levarei, mas sei que sigo neste caminho. Enquanto achar justo. Por enquanto…

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