Necessário. Suficiente.

“Necessário” é a característica que torna algo vital, indispensável. O ar, a água, o sol são necessários à vida. Ao dizer que algo é “necessário”, não somente se demonstra que o ente caracterizado é importante, uma vez que esta característica carrega consigo a sutileza de tornar o ente uma componente cuja falta não pode ocorrer. Sem o ente necessário, não existe o fim almejado.

“Suficiente”, por outro lado, exala satisfação. O “suficiente” contém dentro de si todos os atributos “necessários”; é bastante. Quando torna-se algo “suficiente”, dá-se a este algo plenitude sobre quaisquer condições passíveis de serem impostas.

Dias desses, estava pensando sobre o significado, a importância de algumas pessoas em minha vida. Não era, de fato, um pensar arbitrário, e sim direcionado. O que faz alguém brilhar diante de meus olhos, fazer meu coração bater mais forte por ela, e meus olhos tentarem sempre a alcançar, mesmo fechados.

Claro que não cheguei, solidamente, a nenhuma conclusão. Reuni apenas fatos que podem não ter convergido a nada, mas me pareceu interessante relatar.

Percebi, primeiro, que, apesar de não terem uma primeira impressão muito amistosa de mim, acabo me tornando amigo dessas pessoas. E isto não é ruim: sempre surgem amizades verdadeiramente valoráveis. Tão valoráveis a ponto de tornarem-se necessárias. E a falta de qualquer dessas amizades é notável e desagradável.

Segundo, eu sempre tenho medo de arriscar essa amizade necessária, mesmo que isto pudesse significar a tentativa de ter um suficiente. Por mais que tudo isto possa ser muito, meu pensamento, muitas vezes lógico, escolhe o certo e menospreza quaisquer tentativas do duvidoso, mesmo que este duvidoso seja parte de uma felicidade que ainda não conheço.

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Uma noite.

Na boa, não sabia se devia ter feito algo. Mas é fato que sou facilmente afetado por quaisquer coisas que estejam diante de meus olhos, não importa se seja verdade ou só mais uma imagem projetada em meus olhos.

Não devo ter jeito pra isto. É incrível como tenho facilidade de executar algumas atividades, e outras me parecem absolutamente impossíveis. Não importa o quanto esta atividade pudesse me trazer de felicidade.

Eu sinto que seria feliz se desse certo. Mas pra saber se um dia vai acontecer, precisaria contar-lhe o que sinto. Mas não consigo… Toda vez que penso em expressar o forte bater de meu pequeno coração, existe algo que me segura, me impede. Não sei decerto o que é, mas me parece forte. Ao menos até hoje não consegui lidar com isto.

Quem sabe eu nem queira tanto quanto penso. Em verdade, se quisesse, creio que teria mais coragem, mais iniciativa, mais força contra muito do que há dentro de mim.

Não sei se tem sentido, mas tenho medo de ferir o pouco que consegui da sua amizade. Talvez seja essa força que me impede de dizer o que penso: o medo de perder sua amizade de vez em quando por tentar um amor sempre…

De fato, algo em você me encanta. Não sei o que é, mas me sinto bem quando estou contigo. Confesso, sinto-me um pouco desconfortável quando você está com outros garotos, mas aquilo que faz parte de você é algo que não devo tentar retirar; não devo me importar com isto, pois são pessoas que fazem parte da sua vida, mesmo que eu ainda não saiba que o são.

Tenho seus olhos permanentemente semicerrados diante de meus olhos sempre que tenho meus olhos fechados. Gosto de imaginar seu sorriso, e sinto-me de fato preocupado quando me parece que você não está bem. Não sei até onde isto lhe importa, mas pra mim é fato imaginar seus detalhes mesmo que você não esteja. E se realmente isto tudo é assim tão importante para mim, por que não consigo dizer o que sinto? Por que eu consigo fazer tantas coisas com tanta facilidade, e outras me parecem tão difíceis, a ponto de eu ter medo até de tentar?