Força.

E às vezes, nota-se que é preciso ser forte. Muito mais forte, talvez, que já se haja sabido ser. Porque o simples ato de pensar não dirige a mente ao que é real, mas ao que se pensa ser real.

Nem sempre acreditamos que o real possa ser bom…

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Nada disto.

Absolutamente sensível. Algo que se pode sentir.

Diversas vezes, a capacidade das palavras é incrível. O poeta, ourives das palavras, toma algumas dentre milhares; lapida, desfaz e refaz. E subjetivamente, torna-a objetiva palavra algum sentimento. A mesma palavra que fere é a que acaricia; chora e ri; faz tropeçar e faz-se amiga a apoiar quem está a cair.

A música carrega em si uma natureza subjetiva. Às palavras, dão-se significados, usando para isto outras palavras; a palavra é capaz de conferir a si própria sentido. As notas musicais, por outro lado, não tem essa capacidade. Todo o significado da música reside na sensação que ela transmite quando ouvida. Incrível a diversidade de sentimentos carregados por uma música sem trazer sequer uma palavra. E nós, humanamente, conseguimos ouvir as palavras não ditas pela música.

Sinto-me incapaz de dizer certamente o que sinto. Não consigo transformar em palavra nem em música. Talvez as palavras que preciso para dizer ainda não existem. Talvez a música que me expresse seja tão silenciosa quão desconhecidas me são as palavras.

Mas nada disto importa se você souber o que sinto. Nada disto importa se eu puder estar contigo.