Em outras palavras.

Pela primeira vez, postarei um texto que não é de minha autoria. Coloquei porque sempre que o vejo, reflito sobre coisas da minha vida; eu que as vezes não me entendo, ou talvez seja racional demais em momentos inadequados…

Também pela primeira vez, vou explicar o título: é simplesmente porque a reflexão deste post não é feita com as minhas palavras. Talvez fosse mais adequado “Nas palavras dos outros”, mas eu gostei assim, e ponto.

Um dia

(Mário Quintana)

“Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela…
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto “caçador” e fazem qualquer homem sofrer …
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…
Um dia percebemos que o comum não nos atrai…
Um dia saberemos que ser classificado como “bonzinho” não é bom…
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…
Um dia saberemos a importância da frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas…”
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso…
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito…
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras…
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.”

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Mais um sorriso.

E eis que, andando pela rua, ele viu um terreno perfeito, plano e sólido. Hesitou por um instante: seria este o qual estava procurando? Decerto não sabia, pois nunca havia pensado naquilo. Mas sentia que era, mesmo que não soubesse exatamente porquê.

Ele sentia-se bem diante daquela planície sem mácula de sombra, não importava de onde o sol viesse. Se juntasse seu rosto àquele solo para mirar o fim daquela terra, veria o infinito.

Mas a hora passava, e ele devia seguir seu caminho, ainda que para isto devesse deixar aquele tapete gramado para trás (apesar disto lhe fazer triste).

Deveras, desligou-se só fisicamente. Seu pensamento aplainava qualquer montanha para poder ver novamente aquela planície; o vento, suave, lhe cantava músicas silenciosas.

Quis novamente ver o terreno perfeito. Saiu a atravessar montanhas e planícies. Mesmo que não lembrasse como era, sabia que iria reconhecer quando o visse. Assim aconteceu.

De fato, ele queria poder ficar mais perto do terreno perfeito, mais vezes. Queria ali construir seu castelo. Mas ele não queria ser soberano naquelas terras; queria só poder ficar ali, e achava justo que àquela terra se desse algo tão precioso quanto a perfeita planície. De todos os modos, pensou cada detalhe do maravilhoso castelo: as torres, as portas, as janelas, os portões, a recepção, os pisos, as paredes, as dobradiças, as cores do quarto e os sabores da cozinha.

Mas ele tinha medo. Tinha medo de não ter percebido algo na perfeição do terreno. Tinha medo daquela terra ruir quando ele pusesse o primeiro tijolo. E mesmo que ele quisesse ficar junto daquele lugar de seus sonhos, não queria feri-lo.

Por mais que seu castelo fosse uma chance de estar sempre onde queria, não queria perder quaisquer oportunidades de ver novamente a planície por conta de um descuido seu.

E, novamente, ele não soube o que fazer.