Saudade.

Cada dia mais, o que menos me resta é tempo. Ora penso ser má administração, outrora simples consequência da enorme quantidade de responsabilidades que adquirimos. O que parece, afinal, é que para fazer algumas coisas, é preciso dividir o tempo a migalhas quase invisíveis. E aqueles momentos antes de horas, passam a ser meticulosamente medidos e restritos.

Do passado, resta muita saudade. Saudade de coisas que nunca mais voltarão, mas também saudades de coisas que nossa existência pode fazer voltar. Tenho de confessar que há um tanto de coisas a despertarem meu desejo por fazê-las tornarem-se parte da minha vida novamente.

Hoje, especificamente, lembrei de alguns abraços, alguns dias, algumas horas que ainda estão presentes na minha memória, e que eu anseio ter a chance de me defrontar daquela com quem compartilhei isto, nem que seja só para lembrar, mas também para dizer que nunca a esqueci. Para dizer que dentro de mim, nossa amizade está ainda viva, por mais que nossas escolhas tenham tornado tão difícil encontrar um momento para estar ao seu lado.

Queria saber se ainda nos veremos, nem que seja por um breve instante.  Por ora, registro simplesmente a saudade.

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