Yours.

I’ve never wanted to be the kind of guy who gives up. I’ve never also wanted to be the kind of guy who bothers someone else’s life.

Each day, I only try to show you how many ways I can bring you love, ways I can gift you my love. I don’t remember, up to now, loving anybody the way I love you today, yestarday, the last past months. And if I knew today was my last day, it’d only be good enough if you knew it.

Simply knew it, maybe nothing more. Really, I want you to be happy, no matter how, no matter with whom.  It’s your choice, it’s all up to you.

But I’d like you to know that you have all my love. I don’t care if you’ll cry over my shoulder, fall over my arms or just stay talking about anything for hours.

My love is yours.

You make anything you want with it.

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Desenho.

Dentro da minha mente, tudo está planejado. Cada olhar foi trocado, os pés se sucederam rumo a um destino procurado, e lá estava o que se buscava.

De fato, do outro lado da estrada ela repousava tranquila sobre o chão, até que nossas vozes se sobrepunham, e as palavras eram certeiras, a conversa, agradável. Sua íris cor de bronze deixava que sua pupila se dilatasse, suas mãos encorajavam o momento, que parecia o início de um tempo infinito.

Era um desenho milimétrico, feito a régua, esquadro e compasso, sem mancha de grafite pelo papel branco puro como a neve; somente os traços interrompiam aquele grande sem-mancha.

Mas a vida não é precisa como um projeto. É uma arte, de improviso…

Dawn.

I think my eyes may be blurred
But I like to think about you.
I have no idea on how to keep walking
through this bridge I’ve painted.
Maybe I’m afraid
There are so many uncertainties…

I’d like you to look behind my brown eyes
And you could see the words I couldn’t write,
And if you come into my mind
You could read everithing I haven’t said.

I don’t like tears
‘Cause they fall to the ground;
I like smiles.
They turn the lights on
And there’s no more night
Even though the sun is already set.

Let the day begin.

Uma madrugada dessas…

Não sei o que meu olhar te diz; não sei se algo teu olhar me diz. Mas quando fecho meus olhos, vejo teu rosto, e o que vejo me agrada.

Caminho sobre a ponte desenhada sobre a tela, sem notar que pela direita vinha o vento, e a ponte balançaria. E eu teria medo. Talvez estivesse arrependido por ter subido na ponte, talvez sentindo medo de cair. Talvez, seja medo de afastar-te de mim.

Sabe, já não me lembrava de fato como é sentir-me assim, como criança a brilhar-lhe os olhos diante de algo novo. Lembrei-me, ainda, que não sei como principiar a tornar o que sinto abstrato em história de algo concreto.

Se meu coração acelera, se minhas pernas vacilam ao caminhar, se minhas palavras correm e meu olhar caminha até ti, o que significa? Há de significar algo para você?

Tudo é tão igual, mas tão diferente. Desejo mesmo é que seja diferente, e que seja bom. Seja um sonho a tornar real, uma história a escrever. Enfim, seja o que houver de ser.

Ponte.

Os olhos enganam. Sempre enganam: ora por julgar, outrora por ver o que não havia enquanto não vê o que de fato há. A lição é sempre a mesma: os olhos são pintores a enxergar sobre a tela o desenho por eles próprios construído na mente.

A olhar-te, era notável beleza. Mas a pensar-te, meus olhos viam distância, talvez um abismo intransponível. Então, notei que era somente uma pintura no chão, no exato momento em que escorreguei pela borda do precipício que eu mesmo pintei. Era possível atravessá-lo, era só desenhar uma ponte.

Agora, a ponte está desenhada e estou sobre ela. Preciso seguir, mas peço que não se afaste.

Saudade.

Cada dia mais, o que menos me resta é tempo. Ora penso ser má administração, outrora simples consequência da enorme quantidade de responsabilidades que adquirimos. O que parece, afinal, é que para fazer algumas coisas, é preciso dividir o tempo a migalhas quase invisíveis. E aqueles momentos antes de horas, passam a ser meticulosamente medidos e restritos.

Do passado, resta muita saudade. Saudade de coisas que nunca mais voltarão, mas também saudades de coisas que nossa existência pode fazer voltar. Tenho de confessar que há um tanto de coisas a despertarem meu desejo por fazê-las tornarem-se parte da minha vida novamente.

Hoje, especificamente, lembrei de alguns abraços, alguns dias, algumas horas que ainda estão presentes na minha memória, e que eu anseio ter a chance de me defrontar daquela com quem compartilhei isto, nem que seja só para lembrar, mas também para dizer que nunca a esqueci. Para dizer que dentro de mim, nossa amizade está ainda viva, por mais que nossas escolhas tenham tornado tão difícil encontrar um momento para estar ao seu lado.

Queria saber se ainda nos veremos, nem que seja por um breve instante.  Por ora, registro simplesmente a saudade.